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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Um quase até já...porque nunca será adeus

É um misto de satisfação e tristeza. Cinco anos (quase seis) passados em qualquer sítio é muito tempo, mas há sítios em que o muito tempo parece não chegar, pelas "coisas" que por lá encontrámos. Encontrámos trabalhos e testes, aulas extra e "compensações" pelos feriados (a noção de feriado não é a mesma por lá), exames e mais exames, dias que ás vezes parecem não querer acabar e que se prolongam por bem mais que 24 horas. E encontrámos pessoas. Pessoas que nunca chegámos (e que provavelmente nunca iremos) a conhecer, pessoas a quem dizemos "olá" e "até amanhã", pessoas a quem dizemos pouco mais que isso, pessoas com quem nos damos bem, pessoas que afinal não eram bem aquilo que pareciam, e dentro destas há as boas e as más revelações. E depois encontrámos aquelas pessoas que fazem valer a pena ir para lá, até mesmo naqueles dias em que só nos apetece ficar fechados em casa. Pessoas que conhecemos no dia em que para lá entrámos e a quem nos apegámos logo, pessoas que conhecemos pelo meio e pessoas que, por incrível que pareça, só viemos a conhecer na recta final, mas que nem por isso são menos importantes. São as conversas, as brincadeiras, as parvalheiras, os ataques de riso, os jogos de sueca, as tardes de estudo (até mesmo ao fim-de-semana), os lanches no bar, as discussões fingidas nas aulas (sim, porque a TI é melhor que a Casio), os desabafos, a má língua e as "críticas construtivas" sobre certos e determinados indivíduos, os jantares do grupo restrito, enfim, é tudo isso que faz parte do nosso dia-a-dia e torna sólido aquele bem tão raro a que chamamos amizade. A expressão "poucos mas bons" faz agora mais sentido que antes, porque muita gente passou nestes quase seis anos, mas foram aqueles que realmente importam que ficaram, mesmo que não tenham estado desde o início. E se os caprichos da vida o permitirem, daqui a 5, 10, 20, 30 anos, qual sucessão que tende para infinito (não que eu perceba muito de sucessões e séries), continuarão aqui, onde estamos agora, porque são esses que queremos guardar enquanto estivermos neste nosso mundo (depois disso não sei o que vem). E vem então a satisfação de estar a terminar uma etapa da vida que nos tirou tantas horas (que juntas equivalem a muitos dias) de sono e quilogramas ao quadrado de tanta coisa (literalmente), misturada com tristeza por nos ter dado em troca algumas alegrias académicas e todos os momentos passados com aquelas pessoas que, de uma maneira ou de outra, passámos a guardar no coração como Amigos. E a esses direi sempre "até já", porque, se a vida assim o permitir, nunca chegaremos a dizer "adeus".

sinto-me: Nostálgico/Insone
Vendido por Chinês às 01:32
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1 comentário:
De allungamento del pene a 17 de Maio de 2010 às 11:48
seu blog é muito bom! Eu não leio Português bem, mas eu amo o que você escreve!

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